Estou fazendo a Pós Graduação em Juventude no Mundo Contemporâneo, aqui na CAJU (Casa da Juventude), em Goiânia, Goiás.
Pretendo utilizar esse espaço para partilhar um pouco dos aprendizados e também para matar um pouco da falta que meus amigos e companheiros me fazem no não poder partilhar sobre tais conhecimentos novos!
Espero, e já vi que será possivel, que a Pós melhore minha atuação junto a juventude.
Agora, basta estudar, sonhar, e atuar!!!
Segue link da CAJU.
http://www.casadajuventude.org.br/index.php?option=content&task=view&id=2722&Itemid=2
Bjs e abraços,
Rafa
9 de janeiro de 2010
7 de novembro de 2009
Injustiça

Presencio cotidianamente duas formas de se viver.
Não por escolhas, como se fossem dois círculos no chão e as pessoas entrasse em quais quisessem. Não! Sem escolhas.
São duas maneiras de viver, sem poder mudar, sem poder trocar, sem poder sair. Existe querer, mas não pode. Não pode porque não dá.
“Fala que eu tenho que querer, mas como?” – questiona uma menina mãe de 16 anos, que tem uma mãe etilista, sofreu agressões da companheiro, pai de sua filha, viu sua filha ser agredida pelo pai e hoje mostra os braços riscados de faca pela própria mãe, que força a menina mãe à morar com um outro homem da comunidade.
Ela me afirma: “Só Deus Rafael, só Deus...”
O pobre é excluído e marginalizado de uma tal forma pela mídia, que não é visto, não é lembrado, não é pensado. E assim continua cada vez mais pobre mais excluído, mais marginalizado.
O Sistema valoriza o “ter”.
Você tem, você compra, você faz parte, se sente feliz, se sente valorizado pelo sentimento de existência! O comprar te trás felicidade, não é mesmo. Você agrada ou agradece alguém comprando algo pra esse alguém.
Existem pessoas vivendo nas ruas.
Existem pessoas que vivem mensalmente com menos de R$50,00.
O que você fez essa semana com R$50,00???
Não pensamos nessas pessoas, nas suas condições, no seus sentimentos, em como estão seus valores, sua alto estima, seus sonhos, se tiveram a oportunidade de sonhar!
Não tem política pública: educação, saúde, moradia, alimentação, trabalho, transporte, lazer, cultura.... Não tem nada e quando tem é sem qualidade e sem responsabilidade verdadeira com as vidas que estão ali.
Precisamos mudar isso de alguma maneira.
Não consigo viver se não for tentando maneiras.
Não por escolhas, como se fossem dois círculos no chão e as pessoas entrasse em quais quisessem. Não! Sem escolhas.
São duas maneiras de viver, sem poder mudar, sem poder trocar, sem poder sair. Existe querer, mas não pode. Não pode porque não dá.
“Fala que eu tenho que querer, mas como?” – questiona uma menina mãe de 16 anos, que tem uma mãe etilista, sofreu agressões da companheiro, pai de sua filha, viu sua filha ser agredida pelo pai e hoje mostra os braços riscados de faca pela própria mãe, que força a menina mãe à morar com um outro homem da comunidade.
Ela me afirma: “Só Deus Rafael, só Deus...”
O pobre é excluído e marginalizado de uma tal forma pela mídia, que não é visto, não é lembrado, não é pensado. E assim continua cada vez mais pobre mais excluído, mais marginalizado.
O Sistema valoriza o “ter”.
Você tem, você compra, você faz parte, se sente feliz, se sente valorizado pelo sentimento de existência! O comprar te trás felicidade, não é mesmo. Você agrada ou agradece alguém comprando algo pra esse alguém.
Existem pessoas vivendo nas ruas.
Existem pessoas que vivem mensalmente com menos de R$50,00.
O que você fez essa semana com R$50,00???
Não pensamos nessas pessoas, nas suas condições, no seus sentimentos, em como estão seus valores, sua alto estima, seus sonhos, se tiveram a oportunidade de sonhar!
Não tem política pública: educação, saúde, moradia, alimentação, trabalho, transporte, lazer, cultura.... Não tem nada e quando tem é sem qualidade e sem responsabilidade verdadeira com as vidas que estão ali.
Precisamos mudar isso de alguma maneira.
Não consigo viver se não for tentando maneiras.
4 de outubro de 2009
Canção Óbvia - Paulo Freire
Escolhi a sombra desta árvore para
repousar do muito que farei,
enquanto esperarei por ti.
Quem espera na pura espera
vive um tempo de espera vã.
Por isto, enquanto te espero
trabalharei os campos e
conversarei com os homens
Suarei meu corpo, que o sol queimará;
minhas mãos ficarão calejadas;
meu pés aprenderão o mistério dos caminhos;
meus ouvidos ouvirão mais,
meus olhos verão o que antes não viam,
enquanto esperarei por ti.
Não te esperarei na pura espera
porque o meu tempo de espera é um
tempo de quefazer.
Desconfiarei daqueles que virão dizer-me,
em voz baixa e precavidos:
É perigoso agir
É perigoso falar
É perigoso andar
É perigoso, esperar, na forma que esperas,
porque esses recusam a alegria de tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me,
com palavras fáceis, que já chegaste,
porque esses, ao anunciar-te ingenuamente,
antes te denunciam.
Estarei preparando a tua chegada
como o jardineiro prepara o jardim
para a rosa que se abrirá na primavera.
Recebi esse poema de uma grande nova e velha amiga, que mora longe e agora mora perto, que era distânte e agora é próxima, e mais importânte: uma pessoa que faz-me sentir importante para os outros e para o mundo!
Esperar.... até quando esperar e não permitir-se outros caminhos?
Acho que o óbvio é esperar e caminhar para ver onde vai dar.
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